terça-feira, 14 de setembro de 2010

A pior miséria é a emocional


Acabei de ler dois livros do Augusto Cury, para os que não conhecem este maravilhoso escritor, Cury é um psiquiatra que vem ao longo dos anos tentando decifrar o mais espetacular e fascinante universo existente; o universo interior do ser humano. Augusto busca em seus escritos, de uma forma simples e ao mesmo tempo mágica, desvendar todos os mistérios da alma humana, motivando seus leitores e explanando o quão maravilhoso é o ser humano. Segundo ele, nós seres terrenos, vivemos imersos muitas vezes em pensamentos negativos que não permitem o desenvolvimento da nossa inteligência emocional.
O homem ao longo dos milhares de anos passados conseguiu as mais fascinantes conquistas no campo da ciência, da economia, da produção agrícola, da medicina, entre outros tantos campos do saber. Porém infelizmente no campo emocional, somos ainda meros aprendizes e reféns cada vez mais do nosso emocional.
Desde a invenção da roda, o homem não parou mais de inventar, desvendar e aperfeiçoar as diversas técnicas existentes, mas em algum momento esqueceu, de si mesmo. Deixou de entender o que na verdade fez, impulsionou todo esse movimento. Passamos os nossos dias em busca da tão sonhada felicidade, mas esquecemos a todo o instante que ela não está nas conquistas palpáveis, nem nos carros de luxo, muito menos nos dígitos da nossa conta bancária.
Por mais que isso pareça tolo e infantil, a felicidade está no cerne das coisas comuns. A tão sonhada felicidade está dentro de cada um de nós, está na beleza da natureza, no sorriso de uma criança, em uma flor que desabrocha muitas vezes em um solo castigado, está na verdade em diversos lugares, basta que você esteja disposto a vê-la e a busca-la. Infelizmente não é o que muitos procuram nem muito menos estão dispostos a ver.
A cultura do hedonismo, do prazer imediato e a qualquer custo, somado com uma sociedade hipermoderna e de relacionamentos e relações líquidas como analisa bem o grande Zygmunt Bauman, nos faz acreditar cada vez mais que a felicidade está nas coisas que podemos comprar, no desejo que podemos realizar, e não em um lugar tão perto como no nosso próprio interior.
O dia em que o ser humano parar e olhar para dentro de si mesmo, contemplar e aceitar que mesmo com toda a sua imperfeição, ele é a coisa mais maravilhosa e extraordinária que existe na imensidão do universo, talvez não tenhamos mais tempo para guerras, talvez a miséria desapareça da face da terra, e talvez quem saiba, ele enfim compreenda que a pior miséria, não é a financeira, e sim a miséria emocional.